Cena 1
Uma mulher com trajes de princesa atravessa o palco quando de repente uma flecha a atinge, ela cai no chão morta e a luz abaixa, depois de poucos segundos começam a chegar alguns personagens chorando, todos estão de preto e olham para essa mulher. Todos saem e um homem se aproxima dessa mulher e pega uma caixa que foi deixada ao lado dela, ele olha para os lados como se estivesse sendo perseguido e corre até que ninguém mais o veja. O corpo da mulher é retirado e entra em cena uma menina de no máximo 8 anos, senta no chão e arranca pétalas de uma rosa que está a sua mão, depois de instantes entra uma senhora parecida com uma rainha, retira a garota de cena de uma maneira brutal.
A mesma senhora da primeira cena aparece sentada em um trono, ao lado dela há algumas pessoas, os seus servos. A menina da cena 1 entra, ela já está mais velha, tem uns 20 anos; ela faz um sinal para que todos os servos saiam do ambiente, e obedecendo a ordem, eles saem.
Uma senhora sentada em um trono. Entra sua neta
Senhora - Minha neta, quer falar algo comigo?
Menina - Sim, eu queria propôr um acordo. (sorriso maléfico)
Senhora - Que tipo de acordo minha querida?
Menina - Eu vou ser bem direta vovó. Estava pensando em fazer um espetáculo de dança, só que ele fará uma crítica ao reino de Ariel, quero mostrar ao nosso povo tudo que as pessoas de lá sofrem nas mãos desse troglodita. Mas é claro que mostrarei isso de forma artística.
Senhora - Mas qual é o fundamento disso?
Menina - Ora, apenas de mostrar o sofrimento de muitos.
Senhora - Com tantas coisas boas de nosso, você quer mostrar coisas ruins do outro reino?
Menina - Sim, é isso mesmo.
Senhora - Já pensou na guerra que isso pode gerar?
Menina - Não haverá guerra, pois eles nunca saberão disso, não há maneira deles saberem.
Um servo entra e ouve o dialogo escondido na cena, mas vê que ali há um diálogo sério, e se coloca num canto que ninguém o enxerga.
Senhora - Como pode ter tanta certeza que Ariel não saberá desse seu espetáculo?
Menina - Nossos servos são de confiança, eles nunca contariam nada, até porque isso é impossível.
Senhora - Minha querida, não acho isso uma boa idéia...
Menina - Confie em mim, prometo que não acontecerá nada, é apenas uma crítica saudável.
Senhora - Então me conte tudo que você fará nesse espetáculo, quero saber de tudo, nem um "a" a mais e nem um "a" a menos.
Menina - Bom, mostrarei o sofrimento daquele povo, como eles são tratados, como eles são escravizados, o estado em que eles vivem, a precariedade de vida deles, quero mostrar pro nosso povo que eles são privilegiados, pois vivem otimamente bem comparado a outras pessoas.
Senhora - Eu ainda não acho uma boa idéia.
Menina (brava) - A senhora confia ou não em mim?
Senhora - Não é essa a questão, eu já disse pra você pensar no nosso povo, pensar no que isso pode gerar.
Menina estressada – Sempre as mesmas justificativas...
Senhora - É... Eu prefiro não aceitar.
Menina - Mas por quê?
Senhora - Você está muito mal acostumada. Já me decidi, isso não ocorrerá!
Menina: arghhh
Som de passos. A menina sai furiosa e esbarra no servo. Servo entra.
Servo - Algum problema rainha?
Senhora - Não, apenas mais uma daquelas idéias malucas da minha neta.
Servo - Só isso minha senhora?
Senhora - Sim... me deixa em paz.
Cena 2
Sentada no chão, e em suas mãos têm uma rosa, ela começa a arrancar as pétalas e conversa consigo mesma
Menina - Eu vou fazer esse espetáculo que de qualquer jeito, ninguém vai atrapalhar meus planos, muito menos aquela velha chata...
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